27 junho, 2010

infinita higway

o banco de couro surrado. O carro já antigo,a velha picape. Olhou a estrada já com aquela cara cansada. Os olhos brilhando de satisfação. Naquela serra onde suas próprias curvas de mulher se fundiam com as da estrada. Seus olhos faiscavam mais que faróis.
A felicidade de dirigir rumo ao nada,sem parar,sem cansar.
Só ela e suas duas melhores amigas,a picape e a estrada.
O sorriso com halito de laranja valia qualquer coisa.
O caminho infinito pra lugar nenhum,nenhum lugar,lugar algum,pro seu lugar.
correndo,sendo,sem mascaras e nem pudores. Naquele dia a estrada era sua velha amante, a própria viagem já era a consumação do seu amor.

6 comentários:

Thais Cristina, disse...

lindo, muito lindo mesmo ;)

Jéssyca Carvalho disse...

Eis aí meu desejo mais oculto!

Amei, amei e amei!
Conseguiu tocar-me no fundo, garota! (e isso é bom!)
Obrigada!

Um beijo!

Juliana Dacoregio disse...

Adorei o conto e a atmosfera que ele passou.

jefhcardoso disse...

Perder se e encontrar se.
Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

Tatiana disse...

grite! Abra as janelas, deixe o vento bater nos cabelos, arrepiar seu braço e grite, o mais alto q puder. Isso alivia muito!
bleas palavras

As Desinibidas! disse...

adorei... :D

vou te seguir!

beijos