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24 agosto, 2011

eu tinha


"pus a vida nas mãos e as mão no fogo. A vida ferveu"

Assim comecei,tinha 20 anos,cabelo arrumado,cabeça no lugar
sai da casa dos meus pais,fui pra faculdade.
gente grande fui virar,me formei farmaceutica. Nas formulas eu me encontrei.
Visitei meus pais com frequencia,minhas mãos ainda no fogo e a vida quente fervendo.
comecei a trabalhar e no laboratório me apaixonei. Tinha 26 anos era doida apaixonada,pra mim o tempo nunca chegava para ve-lô e quando vinha passava depressa. Namoramos alguns meses e compramos um cachorro.
Tinha 30 anos e era casada morava numa rua clara longe da agitação dos 20 agora eu tinha uma familia era mãe, esposa e filha e tinha minha própria farmacia.
Então o degraçado desandou a me trair peguei cachorro,mala,planta e filho e chutei o desraçado da minha vida porque comigo ese tipo nao tem vez.
Aluguei uma casinha pra morar com o filho,o cachorro e a plantinha. Pus a vida emminhas mãos e as mão no fogo,a vida ferveu.
agora eu tinha 35 uma farmacia e um filho e resolvi ir viajar

26 março, 2010

A rainha do drama

dedicado a doce tangerine

sou uma pessoa muito estranha,faço minhas relações chegarem ao extremo da intesidade. E ai como tudo,elas terminam. ok,bola pra frente,não.
Eu pego a dor daquilo e curto ela numa garrafa de tequila. Até que ela pareça trilhões de vezes mais forte. Então mergulho nela,como uma onda mortal,mar em pleno agito,pulo pra me afogar.
E me afogo,mas eu sou Deus na minha propria história. Eu revivo. E quando ja suguei toda a dor que aquele fim pode me dar,o atiro um canto,as vezes até esqueço o nome do infeliz. A criatura as vezes me pede,meses depois que volte,mas eu ja esgotei meu sofrimento por você. E saio a procura do proximo. É segredo,mas na minha gaveta,coleciono zilhões de amores antigos,as vezes contemplo eles,gosto também da dor da nostalgia,essa não acaba. Depois eu ponho de volta na gaveta e durmo tranquila.
Mas,pra você eu guardei o amor,na verdade a dor não? Eu não gastei toda a dor chorando pela sua partida,porque eu quero sorrir na sua volta. Nao quero te por numa gaveta.





lutar com a palavra
é a luta mais vã,
porém lutamos
mal rompe a manhã
(Drummond)