o banco de couro surrado. O carro já antigo,a velha picape. Olhou a estrada já com aquela cara cansada. Os olhos brilhando de satisfação. Naquela serra onde suas próprias curvas de mulher se fundiam com as da estrada. Seus olhos faiscavam mais que faróis.
A felicidade de dirigir rumo ao nada,sem parar,sem cansar.
Só ela e suas duas melhores amigas,a picape e a estrada.
O sorriso com halito de laranja valia qualquer coisa.
O caminho infinito pra lugar nenhum,nenhum lugar,lugar algum,pro seu lugar.
correndo,sendo,sem mascaras e nem pudores. Naquele dia a estrada era sua velha amante, a própria viagem já era a consumação do seu amor.
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27 junho, 2010
19 julho, 2008
puta interior
eu encontrei minha puta interior e fugi com ela (C. Love)
e la estava ela
bebendo vodka barata,
fumando luck strike,
respirando o ar poluido do bar onde estava.
a saia curta,que nada tampava
a meia arrastão.
os cabelos loiros,
a franja jogada,
o sorriso conquistador.
a blusa decotada,seios quase a mostra
unhas vermelhas,
ria como uma hiena,
conversa com uns homens,
mal elementos,talvez,
não sei,não me importo
ela sabe se cuidar bem.
hoje ela é a lolita que eu amo.
e ela me ama.
me ama com tanto intensidade
com tanta vontade
me ama tanto quanto me odeia
me pega de jeito,
manda em mim
ela me leva pro leito e faz de mim o que quiser
a pior vadia que qualquer um vai conhecer,
mas uma das poucas que muitos dariam muito
pra comer.
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