dai que hoje eu acordei,fiquei deitada la na cama,com o frio que ta fazedno na cidade,deu até preguiça de trocar de roupa. fui pro maldito colegio.
voltei no onibus,encontrei uma parceira, com a qual ja troquei beijos triplos em show de rock. a qual me faz compania nas loucuras. a parceira mesmo. não diria melhor amiga,não sei se tenho tempo pra me apegar as pessoas,mas voltamos juntas no mesmo onibus. ela mora umas 5 quadras de casa,deram 250 passos, sim conto as distancias pelos meus passos.como dizia minha mãe.
- É coisa de Carolina.
paramos na frente da casa dela. Ela me convidou pra entrar,preferi ficar ali,me ofereceu um cigarro, cigarros fora de shows e festas pra mim são sinonimos de grandes conversas.
sentei ao lado dela no meio fio.
acendi o cigarro.
ouvi ela me contando oq o ex havia feito, magoado seu coração,ele queria mesmo era a pura sacanagem,se aproveitar da mente aberta dela e comer ela e outra ao mesmo tempo
ela acendeu outro cigarro.
eu leh contei da frustração de estar longe de quem se ama. de como era dificil sentir o show sumir,da vontade de morrer.
mais um cigarro.
ela começou a chorar,me conto da cirurgia da avó,da saudade de quando era tudo mais facil.
outro cigarro.
lhe contei das dificuldades do meu estudo,como era dificil pra mim passar na federal e como eu tinha certeza que só ia piorar.
no 5º cigarro desistimos de falar das desgraças.
ela começou a me contar como achou divertido ter ficado com tres garotas ao mesmo tempo,ter lambido o sal da barriga de uma pra tomar tequila.
rimos juntas.
no 6º cigarro e lhe contei como era bom,as poucas veses que me encontrava com o ser.
como era bom com ele,como ele me tocava certo,e me fazia sentir prazer.
rimos até chorar de tanto rir,nos abraçamos
e ficamos em silencio.
apenas fumando,e observando a fumaça,quando demos por nós.
a carteira de cigarro tinha acabado.
ela me acompanhou até em casa,subimos no pé de manga da esquina,no entupimos de manga.
pareciamos duas crianças.
ela voltou pra sua casa
e eu sorri pelo resto do dia.