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24 agosto, 2011

eu tinha


"pus a vida nas mãos e as mão no fogo. A vida ferveu"

Assim comecei,tinha 20 anos,cabelo arrumado,cabeça no lugar
sai da casa dos meus pais,fui pra faculdade.
gente grande fui virar,me formei farmaceutica. Nas formulas eu me encontrei.
Visitei meus pais com frequencia,minhas mãos ainda no fogo e a vida quente fervendo.
comecei a trabalhar e no laboratório me apaixonei. Tinha 26 anos era doida apaixonada,pra mim o tempo nunca chegava para ve-lô e quando vinha passava depressa. Namoramos alguns meses e compramos um cachorro.
Tinha 30 anos e era casada morava numa rua clara longe da agitação dos 20 agora eu tinha uma familia era mãe, esposa e filha e tinha minha própria farmacia.
Então o degraçado desandou a me trair peguei cachorro,mala,planta e filho e chutei o desraçado da minha vida porque comigo ese tipo nao tem vez.
Aluguei uma casinha pra morar com o filho,o cachorro e a plantinha. Pus a vida emminhas mãos e as mão no fogo,a vida ferveu.
agora eu tinha 35 uma farmacia e um filho e resolvi ir viajar

16 maio, 2010

quintal

esse texto foi escrito na minha viagem ao sul, em inspiraçao a Pandora,minha amiga a anos que eu sinto muita falta data original de escrita: 30/04/10.

Café forte e calmaria. Enquanto a noite em cophania das estrelas ela bebia vodka pura,pela manhã na compania de pequenos passaros e do sol ela tomava café forte. Apreciava bebidas que tinham personalidade. Que deixavam marcas na garganta.
Daqui eu observo a vida dela. As curvas quando ela sai do banho,quando dança ao som do rock antigo na sala da sua casa. Ou quando tira os all star e põe um sapato scarpin para trabalhar.
Eu vejo nos olhos dela a vontade de conseguir algo,mas o que essa menina quer conseguir? Ela ja tem aquela aurea,aurea de menina- mulher,aurea de gente grande. E pouco a pouco eu me encanto com o jeito dela,mesmo que a distância,quando a vejo dormir em sua cama sozinha,eu queria estar la para envolve-la nos braços. Doce criança,destemida mulher.
Café forte e calmaria.

21 agosto, 2008

comida chinesa e coca-cola

ela estava sentada em uma mesa muito bem lixada. Varias folhas espalhadas,algumas amassadas,uma caneca de café com leite pela metade. Parecia que queria criar algo,mas não conseguia imaginar como ia colocar aquela ideia no papel. Era isso que ela presisava,de algo novo. Jogou os cabelos loiros que caiam sobre a folha pra tras e tentou se concentrar.
Ele invadiu seus pensamentos de subto,os olhos castanhos de um modo tão expressivo. Ela pensou em lhe escrever uma carta,mas por falta de assunto abandonou a ideia. Voltou aos papeis tentando afastar aquele palhaço de seus pensamentos.
A lua na janela pareceu sorrir e ela como uma criança sorriu de volta. Talvez algo estivesse faltando,o relogio marcava 10 hrs. Ela decidiu por um banho,mas resolveu terminar o café antes.
Ele entrou devagar e em silencio como uma serpente pronta pra dar o bote. Os olhos castanhos brilharam,a barba por fazer que ele adorava roçar nela. Sorriu ao ve-la tão dessarumada. Ele a adorava e ela nem sabia quanto. chegou sorrateiramente por tras dela e lhe beijou o pescoço e se divertiu com o susto dela
-mas oq vc faz aqui?
-uma visita- piscou- trabalhando até tarde de novo?- sorriu para ela.
ela se derretia com aquele sorriso
ele a enlaçou com os braços ali mesmo na cadeira. Ela roçou os labios na barba dele.
-quando vc vai faze-la?- olhou nos olhos dele,aqueles olhos verdes que ela tinha,convenciam e estigavam ele.
-estou pensando em me vestir de papai noel no natal- ambos cairam na gargalhada. Ela se lembrou de como eles se conheceram, a chuva,o ponto de onibus,os livros no chão. ele se lembrou de como ela estava molhada e tropeçou nos proprios pés indo ao chão junto com ele e todos os livros e papeis espalhados,um golpe do acaso.

(continua no proximo post...)


cesse tudo que a musa antiga canta que outro valor mais alto se levanta (Camões)