na verdade era apenas medo.
de gostar de alguém mais do que a si propria.
de querer alguém tão perto. De querer alguém dentro.
Pra conhecer o mundo junto. Pra se mostrar de verdade, sem pressa. Sem tempo.
Só pelo doce delirio de ser.
de ser não dois,mas ser um.
Era medo,de se mostrar meiga. De tirar a roupa de rude e fria.
De mostrar seu calor. Das coisas que gostava.
Era medo de depender,
no fundo mesmo, medo de amar algum dia,como ja tinha amado sem sucesso.
no intimo. Queria muito, ansiava. e Talvez por que queria muito se afastou.
Mas ainda a atraia. a froça sempre mais forte. Sempre mais forte,puxando pra perto.
trazendo pra si.
E ela sentiu o corpo quente. Desejou aquele corpo sobre o seu.
Sabia que o desejava,não como amigo,mas como homem. E tinha medo.
Por querer tanto alguém a ponto de derreter.
Não por mero prazer carnal.
Mas por riso,compania e alegria.
Queria pra fazer feliz,pra por no coração.
Queria pra abraçar no dia frio e refrescar no verão.
Queria por que não tinha explicação.
Jogou uma pedra na agua. E as ondas vinham na sua direção.
Ela o queria. E ja nao podia negar.
Simplesmente. Jogou-se na água,torcendo pra não se afogar.
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19 maio, 2009
09 maio, 2009
elevadores panoramicos, La mancha, medo e coragem
Eu ando aleijada, já que eu rompi o ligamento. Logo eu subo dois andares de elevador. Ocorreu que depois do intervalo eu subi sozinha e isso me fez pensar (liguem o sinal de problema a vista) no fim do ano passado (La por outubro) eu fui pro Rio Grande do Sul. E no lugar onde eu fiquei hospedada tinha um elevador panorâmico. E sim. Eu tinha muito medo de elevadores. E tenho uma irmã bem mala. Eu subia e descia no elevador bem perto da porta, longe da porta de vidro. Mas um dia eu estava entrando no elevador e minha irmã me empurrou pra perto da parte de vidro.
Não preciso dizer que o coração foi a mil e me remeteu a um conto que li quando era menor “dom Quixote de La mancha”. Pra quem nunca leu é sobre um cavaleiro louco que dizia que moinhos eram gigantes.
Elevadores são coisas seguras, pelo menos, mais que aviões. Mas eu estava por três longos minutos lutando contra um. Meu medo me torturava e a coragem de dom Quixote também. Mas os moinhos não eram gigantes. E o elevador não era o anticristo. Então a viagem de elevador foi torturante aquele dia, mas tudo terminou bem. Eu venci meu medo. Pelo menos não me agarro mais no elevador. E dom Quixote, recuperou sua sanidade. Com eu prefiro acreditar, pra sempre.
Só que uma coisa não sai da minha cabeça. Os moinhos eram muito altos, então no fundo Dom Quixote estava certo.
Os moinhos eram realmente gigantes. E elevadores podem cair
Não preciso dizer que o coração foi a mil e me remeteu a um conto que li quando era menor “dom Quixote de La mancha”. Pra quem nunca leu é sobre um cavaleiro louco que dizia que moinhos eram gigantes.
Elevadores são coisas seguras, pelo menos, mais que aviões. Mas eu estava por três longos minutos lutando contra um. Meu medo me torturava e a coragem de dom Quixote também. Mas os moinhos não eram gigantes. E o elevador não era o anticristo. Então a viagem de elevador foi torturante aquele dia, mas tudo terminou bem. Eu venci meu medo. Pelo menos não me agarro mais no elevador. E dom Quixote, recuperou sua sanidade. Com eu prefiro acreditar, pra sempre.
Só que uma coisa não sai da minha cabeça. Os moinhos eram muito altos, então no fundo Dom Quixote estava certo.
Os moinhos eram realmente gigantes. E elevadores podem cair
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